Minha passagem pela capital mais jovem do Brasil, entre descobertas, caminhadas sob o sol tocantinense e paisagens que fizeram valer a viagem.

Viajar pelo Brasil tem sido uma das experiências mais interessantes da minha vida. Cada capital possui suas particularidades, sua história e uma maneira própria de receber quem chega. Algumas impressionam pela arquitetura, outras pela cultura, pela natureza ou simplesmente pela atmosfera de suas ruas. E foi com essa curiosidade que, no dia 26 de setembro de 2026, desembarquei em Palmas, capital do Tocantins, para mais uma etapa do meu projeto pessoal de conhecer todas as capitais brasileiras.
Eu vinha de Brasília, outra capital planejada, o que tornou a experiência ainda mais curiosa. Embora tenham algumas características em comum, as duas cidades possuem identidades bastante diferentes. Palmas, construída a partir de 1989, é a capital mais jovem do Brasil e apresenta uma paisagem urbana que mistura grandes avenidas, monumentos, áreas verdes e a imensidão do Cerrado.
Mas houve uma característica que percebi rapidamente: o calor. Muito calor!
Quem me conhece sabe que prefiro temperaturas mais amenas. Gosto de dias frios, de chuva e daquele clima que convida a caminhar sem precisar procurar uma sombra a cada esquina. Palmas, definitivamente, não ofereceu isso durante minha passagem. Setembro está entre os períodos mais quentes e secos da região, e o clima acabou influenciando bastante a maneira como organizei meus passeios.
Ainda assim, não seria o calor que me impediria de conhecer mais uma capital brasileira.
Uma cidade que nasceu planejada
Uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção em Palmas foram as avenidas largas e a organização das quadras. Na Praça dos Girassóis, essa característica se torna ainda mais evidente: tudo parece ter sido pensado em grandes proporções. Caminhei entre monumentos, observei o Palácio Araguaia e conheci a Rosa dos Ventos, associada ao chamado Centro Geodésico do Brasil.
O lugar revela um pouco da história do Tocantins e da identidade de sua capital. Mas também me ensinou algo prático: explorar Palmas a pé, debaixo daquele sol, exige disposição. As distâncias são maiores do que parecem!
Entre o Cerrado e a procura pelas capivaras
No Parque Cesamar, encontrei uma face mais verde da cidade. Resolvi caminhar pelo circuito de cerca de 2,8 quilômetros ao redor do lago, observando a vegetação e os animais.
Tinha uma expectativa especial: encontrar as capivaras que vivem por ali. Elas não apareceram. Em compensação, vi lagartos e peixes, e gostei da tranquilidade do parque. Depois da caminhada, o calor falou mais alto e fiz uma pausa no Capim Dourado Shopping. Naquele momento, o ar-condicionado parecia uma atração turística à parte.
Um pôr do sol para guardar
Um dos momentos mais marcantes da viagem aconteceu na Praia da Graciosa. Diferentemente das praias do litoral nordestino, ali a paisagem é formada pelas águas doces do lago de Palmas.
Cheguei para aproveitar o fim da tarde. Aos poucos, a luz mudou de cor, refletiu na água e deu outro ritmo ao lugar. Pessoas caminhavam pela orla, conversavam e aproveitavam a brisa. Depois de um dia quente e cheio de deslocamentos, foi bom simplesmente parar e observar.
Gosto dessas experiências que não precisam de um grande acontecimento para se tornarem especiais. Às vezes, uma paisagem bonita e alguns minutos de tranquilidade já são suficientes.
O que ficou para a próxima visita
Passei pouco tempo em Palmas: cheguei em 26 de setembro e fui embora na manhã do dia 28. Por isso, precisei escolher os passeios. A Ilha do Canela e as cachoeiras de Taquaruçu ficaram para uma próxima oportunidade.
Aprendi que conhecer uma cidade não significa visitar todos os seus pontos turísticos. Prefiro aproveitar bem alguns lugares a transformar cada viagem em uma corrida contra o relógio.
Mais uma capital, novas lembranças
Quando comecei o projeto Capitais Brasileiras, queria registrar os lugares que conhecesse. Hoje percebo que cada destino também guarda um pouco de quem eu era naquele momento.
Palmas me apresentou uma cidade jovem, planejada e cercada pelas paisagens do Cerrado. Houve calor demais para o meu gosto, caminhadas, descobertas e um pôr do sol que compensou o cansaço.
Foi a 21ª capital brasileira que conheci. Voltei com fotografias, vídeos e a sensação de que ainda havia muito a explorar. Mais do que marcar outro ponto no mapa, trouxe comigo novas lembranças — e ainda existem muitas capitais esperando por mim.
